quinta-feira, 8 de agosto de 2019

A VEZ É DOS SUPLENTES...


     O mandato deveria ser entendido como uma contribuição a coletividade, e não um meio de vida, uma profissão... No modelo proporcional de votos, nenhum mandatário que se elegeu em 2016, falo nenhum, obteve em Nova Russas o coeficiente eleitoral sozinho, todos os eleitos precisaram dos respectivos suplentes e conjunturas para galgar o obstinado cargo. Todavia, o molde eleitoral que emaranhava partidos em coligações para eleger, acabou... Em 2020, não haverá mais coligação proporcional.
      Os suplentes, que assistiram os quase 3 anos da atual legislatura sem nenhuma manifestação de coletivismo, sem nenhuma vontade de se pensar em grupo, certamente saberão responder os assentados que política se faz somando e multiplicando, e que o mandato no molde proporcional é razoável que seja compartilhado, e não separado como propriedade particular.
     A política está mudando, seja ela por consciência da população que está mais informada, seja ela pelo molde e regras das eleições ou mesmo pela postura de candidaturas mais propositivas e menos onerosas... Mas o vento tá mudando... Aqueles que vislumbraram assentos, que foram durante anos trampolim para os mais abastados, certamente terão sua oportunidade em 2020, basta saber se compor.
     Figurões isolados, se não tiverem um trabalho social muito forte, se não for vocacionado para servir e não dialogar bem com todos, atrairá uma rejeição nociva para a perpetuação do mandato. Aliás, já tenho pensamento contrario a reeleição em todos os níveis, acho, como disse no início, que o mandato deve ser uma contribuição, e a alternância no poder é o oxigênio que necessita a democracia.

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